A Igreja nos recorda que a abertura à vida não se limita à fertilidade biológica. Casais que não podem ter filhos, ou que sentem o chamado à adoção, estão igualmente abertos à vida quando acolhem uma criança com amor e fidelidade.
“A adoção é um ato de amor e uma belíssima forma de realizar a maternidade e a paternidade.”
— Papa Francisco
No entanto, essa abertura só se realiza plenamente quando nasce da unidade do casal, como um reflexo da própria Trindade: amor partilhado, que gera vida.
O que é “abertura à vida”?
A Igreja Católica ensina que o amor conjugal, vivido no sacramento do matrimônio, é chamado a ser livre, total, fiel e fecundo. A “abertura à vida” é o reconhecimento de que a sexualidade humana não se encerra na intimidade ou no prazer, mas participa do poder criador de Deus.
Este princípio foi reafirmado de forma clara e profética por São Paulo VI na encíclica Humanae Vitae (1968), em que ensina que o ato conjugal possui duas dimensões inseparáveis:
a unitiva, que expressa o amor e a união do casal;
e a procriativa, que o abre à transmissão da vida.
Separar artificialmente essas dimensões — como fazem os métodos contraceptivos — é romper com o plano de Deus para o amor humano.